Comprar celular é risco em feiras do rolo na internet
Os grupos de compra e venda em rede social atraem milhares de pessoas como uma oportunidade para quem quer fazer uma grana rapidamente em tempos de crise ou encontrar pechinchas.
Mas também há produtos de origem duvidosa ou que podem levar o consumidor a armadilhas, principalmente quando se trata de telefones celulares.
Mesmo com a possibilidade de fazer o bloqueio do Imei (número de identificação do aparelho), o que inutilizaria um celular furtado ou roubado, criminosos contam com kits que desbloqueiam o telefone, tornando-o apto para a venda. Daí para a comercialização na internet são poucos cliques.
Em uma rápida busca no Facebook, a reportagem encontrou dezenas de grupos conhecidos como "feiras do rolo", que chegam a reunir mais de 300 mil pessoas, como uma de Itaquaquecetuba (Grande SP). Essa chega a contar com mais de 700 mil publicações realizadas em apenas um mês.
Resposta
Delegado titular da 4ª DIG (fraudes patrimoniais praticadas por meios eletrônicos), José Mariano de Araújo Filho diz que os bandidos desbloqueiam grande parte dos aparelhos ao usar o Imei de um celular antigo e colocar em um novo.
Delegado titular da 4ª DIG (fraudes patrimoniais praticadas por meios eletrônicos), José Mariano de Araújo Filho diz que os bandidos desbloqueiam grande parte dos aparelhos ao usar o Imei de um celular antigo e colocar em um novo.
Ele diz que a estratégia de anunciar os produtos em feiras do rolo virtuais dificulta a apuração. "É alguém aqui e outro ali. Ele abandona aquele perfil depois de um tempo." Araújo Filho destaca que quem compra pode responder por receptação e tem culpa na cadeia criminosa. Diz, ainda, que é difícil obter dados junto às redes sociais, que nem sempre colaboram.
O Facebook diz que proíbe o uso para praticar atividades criminosas, remove qualquer conteúdo desse tipo assim que fica ciente e fornece às autoridades os dados requisitados seguindo a legislação.

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